Diante de um momento turbulento na política brasileira, o blog "Ogro do Metal" selecionou cinco músicas que retratam ao pé da letra o que o povo clama nas ruas. Confira.
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quinta-feira, 24 de março de 2016
Impeachment: a trilha sonora do momento que se aproxima
Diante de um momento turbulento na política brasileira, o blog "Ogro do Metal" selecionou cinco músicas que retratam ao pé da letra o que o povo clama nas ruas. Confira.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Refrãos Marcantes: Top 10 do Rock Nacional - Anos 80
Considerada por muitos como uma das safras mais produtivas e
inteligentes do Rock Nacional, a década de 80 deixou uma bela lembrança no
imaginário dos fãs mais nostálgicos. Pensando nisso, o blog “Ogro do Metal”
elegeu o Top 10 dos refrãos mais marcantes dessa época. Confira.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Capas Gêmeas: as infelizes coincidências (e plágios) nas artes dos álbuns
Não deve ser nada agradável quando um designer vê a sua arte estampada na capa de outra banda, mas ao contrário do que muita gente pensa, na maioria das vezes não se trata de plágio ou coisa do tipo, e sim, uma infeliz coincidência por conta do uso da mesma fotografia retirada de um banco de imagens.
Em 1998, Bruce Dickinson lançou o álbum "The Chemical Wedding", e trouxe na arte da capa, uma pintura do artista e poeta William Blake, que já havia sido utilizada na capa do álbum "Another Fine Tune You´ve Got Me Into", lançado em 1978 pela banda Gilgamesh.
Em 1999, a banda Ten lançou o álbum "Spellbound", e trouxe na arte da capa, uma pintura do artista Luis Royo chamada "Memory in White", que já havia sido utilizada na capa do álbum "Heaven's Kingdom Will Be Yours", lançado em 1998 pela banda Eternal Night.
Em 2004, a banda Nightwish trouxe na arte do álbum "Once", uma ilustração da estátua “Angel of Grief” (anjo do sofrimento), feita pelo escultor estadunidense William Wetmore Story em 1894, que serve como túmulo de pedra para a sua esposa Emelyn Story, no Cemitério Protestante de Roma. Acontece, que três bandas já haviam lançado álbuns com esse mesmo anjo: The Tea Party no álbum “The Edges of Twilight” de 1995, Evanescence no seu EP homônimo de 1998, e a banda Odes of Ecstasy, no álbum “Embossed Dream in Four Acts”, também de 1998.
Em 2004, a banda White Lion lançou o álbum "Last Roar", e trouxe na arte da capa, a mesma imagem de um leão (e também na mesma posição) da capa do álbum "Breaking Out", lançado pela banda Lions Pride em 1984.
Em 2005, a banda Shaman lançou o álbum “Reason” com a mesma fotografia (algumas pequenas alterações) da capa do livro “Um Terrorista No Pampa”, lançado em 2004 pelo escritor Tailor Diniz.
Em 2008, foi lançado um álbum da banda The Doors, intitulado “Live at the Matrix 1967”, que trouxa na arte da capa, o mesmo anjo usado pelas bandas Angra e Death S.S., nas capas dos álbuns "Rebirth" (2001) e “The 7th Seal” (2006).
Em 2011, O MC alemão Morlockk Dilemma lançou o álbum "Circus Maximus", e nesse caso específico, podemos afirmar com 100% de certeza, que ocorreu plágio da capa do álbum "Amar Pra Viver ou Morrer de Amor", lançado por Erasmo Carlos em 1982.
Em 2012, a banda Van Halen lançou o álbum "A Different Kind Of Truth", e trouxe na arte da capa, a mesma locomotiva usada na capa do álbum ""Movin 'On"", lançado em 1975 pela banda Commodores.
Em 2014, a banda Titãs lançou o álbum "Nheengatu", e trouxe na arte da capa, uma pintura da Torre de Babel feita pelo artista belga Pieter Bruegel, que já havia sido utilizada pelas bandas Comecon, Kipelov e The Aristocrats, nos álbuns "Converging Conspiracies" (1993), single Vavilon (2003) e "Culture Clash" (2013).
Por último, talvez a mais famosa de todas, ocorrida na capa do álbum "Born Again", lançado em 1983 pela banda Black Sabbath, que utilizou como inspiração, a foto de um bebê estampada na capa da revista "Mind Alive" (1968), que também serviu de inspiração para a capa do álbum "New Life", lançado pela banda Depeche Mode em 1981.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Covers: blog elege os melhores da MPB em versão Rock
Por William Amaral
A MPB é muito criticada por uma boa parcela de fãs de rock. Mas e quando aquela música que você gostou daquele grupo de rock é originalmente uma canção composta por algum membro da Música Popular Brasileira? Aí, resta a rendição e reconhecer, ao menos, que a letra é interessante e tem a atitude Rock n’ Roll. Por isso, o blog “Ogro do Metal” fez um TOP 10 de versões rock de músicas consagradas na MPB. Confira:
10 – (Roda Viva – Átila.K.W.): Originalmente lançada em 1967 por Chico Buarque, a música ficou marcada pelo protesto contra a ditadura militar, instalada em 1964. O ainda desconhecido Átila.K.W. assinou uma versão muito interessante, que segue abaixo:
9 – (Podres Poderes – Capital Inicial): Lançada em 1984 por Caetano Veloso, a canção questiona o povo latino por sua resignação com a situação política de cada país. Em 1996, o Capital Inicial, sem Dinho Ouro Preto no comando, regravou Caetano na voz de Murilo Lima, então substituto de Dinho.
8 – (Hino de Duran – Golpe de Estado): Apresentada em 1978, a composição de Chico Buarque relata a repressão cultural dos tempos de ditadura militar. Em 1994, a banda Golpe de Estado regravou a canção e ainda adicionou alguns versos ao fim da música original. O resultado foi esse:
7 – (Não Vou Ficar – Pitty): A composição de Tim Maia, que ficou famosa na voz de Roberto Carlos em 1969, ganhou uma versão da Pitty, em um episódio especial do programa Altas Horas. Ficou assim:
6 - (É Preciso Saber Viver – Titãs): Composta pelos camaradas Roberto e Erasmo Carlos, a música ganhou forma com a dupla Os Vips, que a lançaram em 1968. Trinta anos depois, os Titãs fizeram uma regravação que fez muito sucesso no país inteiro.
5 – (Deus Lhe Pague – O Rappa): Marcelo Falcão e seus companheiros conseguiram personalizar bem a canção lançada por Chico Buarque em 1971. A letra ataca a dura realidade brasileira. Ateu, o autor da canção é irônico ao repetir “Deus Lhe Pague”.
4 – (O Portão – Titãs): Composta por Roberto e Erasmo Carlos, a canção foi lançada em 1974 por Roberto e voltou a ser gravada em 2005 pela banda paulista. Segue a versão:
3 – (Além do Horizonte – Jota Quest): Lançada em 1975 por Roberto Carlos, a canção é mais uma proveniente da parceria com Erasmo Carlos. Trinta anos depois, o Jota Quest a regravou e fez um grande sucesso.
2 – (Vem Quente que Eu Estou Fervendo – Barão Vermelho): Composta por Eduardo Araújo e Carlos Imperial, a canção ganhou forma na voz de Erasmo Carlos em 1967. Em 1996, foi a vez do Barão Vermelho interpretá-la. O sucesso foi grande.
1 – (Vapor Barato – O Rappa): Composta por Waly Salomão e Jards Macalé, a canção ficou famosa na voz de Gal Costa em 1971. Vinte e cinco anos depois, a banda carioca O Rappa a regravou e o sucesso foi maior do que a versão original.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Titãs: "Nheengatu" e as incríveis coincidências nas capas
Em maio deste ano, a banda nos brindou com o excelente álbum “Nheengatu”, carregado de letras ácidas e um discurso reto e agressivo, abordando temas como pedofilia, racismo, homofobia e violência policial. A arte da capa, que retrata a Torre de Babel, foi baseada na pintura do artista belga Pieter Bruegel, sobre a torre mítica construída pelos homens para alcançar os céus, mas destruída pela ira de Deus, o que resultou na dispersão dos homens pela Terra, que então passaram a desenvolver idiomas próprios e não mais se entenderam. Pena não se tratar de uma coisa inédita, já que outras três bandas já haviam utilizado essa imagem nas capas dos seus respectivos álbuns: Comecon no álbum "Converging Conspiracies" (1993), Kipelov na capa do single Vavilon (2003) e The Aristocrats no álbum "Culture Clash" (2013).
Em 2009, a banda Titãs lançou “Sacos Plásticos”, seu 13º álbum de estúdio, e mesmo emplacando duas canções em novelas da Rede Globo, "Antes de Você" (Caras & Bocas) e "Porque Eu Sei Que é Amor" (Cama de Gato), o trabalho foi considerado fraco e muitos acreditaram que a banda, em termos artísticos, tinha literalmente chegado ao fundo do poço, mas mesmo assim, não deixou de apresentar mais uma coincidência, ao usar na imagem para a divulgação do álbum, a mesma idéia usada em 1969 pela banda holandesa de Rock Progressivo, Hair Zen.
Em 1999, a banda lançou o álbum "As Dez Mais", e não há como negar uma forte inspiração na capa do álbum "Definitely Maybe", da banda Oasis, lançado em 1994.
Em 1998, a banda lançou o álbum “Volume Dois”, e a coincidência agora foi ao contrário, ou seja, a arte da capa desse álbum é que serviu de inspiração para outra banda. E o pior foi que até um grupo de pagode entrou na jogada e também bebeu na mesma fonte. Repare nas capas dos álbuns “Minutes to Midnight”, lançado em 2007 pela banda Linkin Park, e "Sinais", lançado pelo Sorriso Maroto em 2009. Alguma dúvida?
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