"Música Urbana", oriunda das cinzas do Aborto Elétrico, assim como "Veraneio Vascaína" e "Fátima", por exemplo, foi lançada em 1986 no álbum autointitulado da banda Capital Inicial e se tornou um grande hit.
No vídeo abaixo, você pode conferir uma curiosa história sobre como Dinho Ouro Preto, através de um Orelhão, pediu ajuda para Renato Russo terminar a canção.
A MPB é muito criticada por uma boa parcela de fãs de rock. Mas e quando aquela música que você gostou daquele grupo de rock é originalmente uma canção composta por algum membro da Música Popular Brasileira? Aí, resta a rendição e reconhecer, ao menos, que a letra é interessante e tem a atitude Rock n’ Roll. Por isso, o blog “Ogro do Metal” fez um TOP 10 de versões rock de músicas consagradas na MPB. Confira:
10 – (Roda Viva – Átila.K.W.): Originalmente lançada em 1967 por Chico Buarque, a música ficou marcada pelo protesto contra a ditadura militar, instalada em 1964. O ainda desconhecido Átila.K.W. assinou uma versão muito interessante, que segue abaixo:
9 – (Podres Poderes – Capital Inicial): Lançada em 1984 por Caetano Veloso, a canção questiona o povo latino por sua resignação com a situação política de cada país. Em 1996, o Capital Inicial, sem Dinho Ouro Preto no comando, regravou Caetano na voz de Murilo Lima, então substituto de Dinho.
8 – (Hino de Duran – Golpe de Estado): Apresentada em 1978, a composição de Chico Buarque relata a repressão cultural dos tempos de ditadura militar. Em 1994, a banda Golpe de Estado regravou a canção e ainda adicionou alguns versos ao fim da música original. O resultado foi esse:
7 – (Não Vou Ficar – Pitty): A composição de Tim Maia, que ficou famosa na voz de Roberto Carlos em 1969, ganhou uma versão da Pitty, em um episódio especial do programa Altas Horas. Ficou assim:
6 - (É Preciso Saber Viver – Titãs): Composta pelos camaradas Roberto e Erasmo Carlos, a música ganhou forma com a dupla Os Vips, que a lançaram em 1968. Trinta anos depois, os Titãs fizeram uma regravação que fez muito sucesso no país inteiro.
5 – (Deus Lhe Pague – O Rappa): Marcelo Falcão e seus companheiros conseguiram personalizar bem a canção lançada por Chico Buarque em 1971. A letra ataca a dura realidade brasileira. Ateu, o autor da canção é irônico ao repetir “Deus Lhe Pague”.
4 – (O Portão – Titãs): Composta por Roberto e Erasmo Carlos, a canção foi lançada em 1974 por Roberto e voltou a ser gravada em 2005 pela banda paulista. Segue a versão:
3 – (Além do Horizonte – Jota Quest): Lançada em 1975 por Roberto Carlos, a canção é mais uma proveniente da parceria com Erasmo Carlos. Trinta anos depois, o Jota Quest a regravou e fez um grande sucesso.
2 – (Vem Quente que Eu Estou Fervendo – Barão Vermelho): Composta por Eduardo Araújo e Carlos Imperial, a canção ganhou forma na voz de Erasmo Carlos em 1967. Em 1996, foi a vez do Barão Vermelho interpretá-la. O sucesso foi grande.
1 – (Vapor Barato – O Rappa): Composta por Waly Salomão e Jards Macalé, a canção ficou famosa na voz de Gal Costa em 1971. Vinte e cinco anos depois, a banda carioca O Rappa a regravou e o sucesso foi maior do que a versão original.
Em 1978, a banda “The Police” lançou a música “Roxanne” e a letra relatava o ponto de vista de um homem que se apaixona por uma prostituta. Sting se inspirou nas várias em que avistava perto do hotel em que a banda ficou hospedada na cidade de Paris (França) em outubro de 1977 por conta de umas apresentações no Nashville Club. O título da canção vem do nome do personagem na peça "Cyrano de Bergerac", em um cartaz velho que estava pendurado no saguão do hotel.
Uma curiosidade a respeito dessa canção, é o estranho acorde de piano seguido de uma risada logo aos quatro segundos, fato esse que foi gerado por um pequeno descuido na hora da gravação. Sting não percebeu a tampa aberta e ao sentar no piano, tocou essa nota com a própria bunda. Optaram por deixar o erro na gravação original.
Vale lembrar que em 2006 a banda Arctic Monkeys lançou a música "When the Sun Goes Down" sobre o ponto de vista de um indivíduo que se mostra preocupado ao ser assediado por uma prostituta e utilizou na letra o verso "and he told Roxanne to put on her red light," em uma referência à música do The Police, que envolve a mesma temática.
Dois anos após Sting & Cia. darem vida para “Roxanne”, o Iron Maiden iniciou uma saga sobre uma prostituta que fazia ponto na Avenida Acacia 22 e cobrava quinze libras pelo serviço completo (cinco para as preliminares e dez para o principal). Ela atendia pelo nome de Charlotte e foi representada em quatro músicas da banda: Charlotte the Harlot” (1980), “22 Acacia Avenue” (1982), “Hooks In You” (1990) e “From Here To Eternity” (1992). Para saber mais a respeito da saga dessa “heroína”, acesse o link abaixo:
Em 2000, a banda Capital Inicial trouxe no projeto “Acústico MTV”, a história de uma garota (Ana Paula) que fugiu de casa abandonando os pais e o namorado em busca de uma vida fácil nas ruas. Se envolveu com álcool, drogas, roubo de carros e acabou se prostituindo para sustentar o seus vícios. Passou a andar com carteira falsa e adotou o nome de guerra “Natasha”, usando salto quinze e saia de borracha. Belíssima canção retratando a dura realidade das mulheres que largam tudo em busca de sustento para seus vícios sem pensar nas conseqüências geradas pelo impulso. (“Um passo sem pensar, um outro dia, um outro lugar...”)
Se alguém conhecer mais alguma canção que se enquadre nessa matéria, favor citá-la nos comentários.