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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Lemmy Kilmister: o encontro inusitado com Max Cavalera em Londres
No livro “My Bloody Roots: Toda a Verdade Sobre a Maior Lenda do Heavy Metal Brasileiro”, Max Cavalera conta sobre o primeiro encontro entre ele e Lemmy Kilmister, que aconteceu na primeira turnê internacional do Sepultura, onde tocavam juntos dos alemães do Sodom.
"Conheci Lemmy quando estivemos em Londres. Fui a um bar e ele estava lá, jogando fliperama sozinho. Eu disse ao Iggor: “Olha ali, cara, é o Lemmy! Vou lá falar com ele!” E Iggor respondeu: “Não pode!” E eu disse: “Foda-se, cara, preciso cumprimentá-lo, é o Lemmy!” Assim, fui até ele e comecei: “Como vai, Lemmy?” E ele respondeu: “Numa boa!”, e continuou jogando. Eu estava meio bêbado, então continuei falando: “O meu nome é Max, sou do Brasil e tenho uma banda chamada Sepultura. Somos grandes fãs de vocês, cara! Adoramos Motörhead. Do nada, Lemmy pegou o seu copo e derramou uísque na minha cabeça. Não sei se ele queria que eu fosse embora, tipo “Dê o fora daqui”, mas ainda assim foi demais. Voltei pra mesa e disse a todo mundo que tinha acabado de ser batizado por Lemmy! Era um batismo heavy metal, e eu estava nas alturas. Não tomei banho nem lavei o cabelo por alguns dias depois desse episódio. Nunca contei isso a Lemmy quando o encontrei mais tarde."
Em 1995, em uma entrevista para a Rock Brigade, Lemmy deu sua opinião sobre a versão de “Orgasmatron” feita pelo Sepultura:
"Os vocais são muito ruins. O instrumental ficou demais. Duvido que eles saibam o que estão cantando. Onde eu canto ‘obsequious’, Max Cavalera canta ‘obsecuse’. O que é ‘obsecuse’? Mas eu gosto de Max, ele é um verdadeiro rock ‘n’ roller".
Descanse em paz, Lemmy!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Primeira Vez: a música ideal para apresentar os grandes do Metal - Parte 3
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Sepultura: a história por trás do álbum "Beneath The Remains"
"Beneath The Remains" é o terceiro álbum de estúdio da banda Sepultura, lançado em 1989 via Roadrunner Records, com um orçamento final de 14 mil dólares. Após o lançamento, o disco acabou sendo comparado com "Reign in Blood" do Slayer, e "Kill´Em All" do Metallica, fazendo com que a banda saísse pela primeira vez em uma turnê internacional, tocando junto dos alemães do Sodom.
No livro “My Bloody Roots: Toda a Verdade Sobre a Maior Lenda do Heavy Metal Brasileiro”, Max Cavalera fala sobre o álbum e a referida turnê. Confira.
"Gravamos as demos de "Beneath The Remains" e "Inner Self" em fita cassete: a gravação foi feita ao vivo com um só microfone, então o som ficou uma merda. A Roadrunner estava assumindo um grande risco com a gente sem ter ouvido nem mesmo uma nota além do LP Schizophrenia. Simplesmente torciam para que pudéssemos fazer um bom álbum."
"Só podíamos gravar durante a noite: o estúdio estava disponível de meia-noite às sete da manhã. O álbum inteiro foi gravado à noite, o que era uma maneira estranha de se trabalhar: dormíamos durante o dia e nos levantávamos e nos preparávamos às onze, prontos para uma madrugada inteira de metal. Adoramos a experiência. Scott (Scott Burns – técnico de estúdio) estava se divertindo pra valer. Mas uma coisa o fez enlouquecer: na parede havia uma fotografia de dois astros pop brasileiros, Gilberto Gil e Caetano Veloso, se beijando nos lábios. Scott disse: “Não posso trabalhar com isso aqui. Mandem tirar!” Respondemos: “Relaxa, cara. É só uma foto!”, mas ele mandou o engenheiro de som tirá-la. O engenheiro ficou puto da vida, dizendo: “Esses artistas são celebridades aqui no Brasil. Quem esse cara
pensa que é?” Argumentamos: “Sentimos muito, mas não dá pra você tirar a porra do quadro pra gente poder gravar o álbum?"
"Nesse meio-tempo, eu vinha lendo alguns livros e descobri Michael Whelan, um artista que fazia capas. Tinha visto um desenho dele (Bloodcurdling Tales of Horror and the Macabre) que adorei. Acabou virando a capa de Cause of Death, do Obituary, mas originalmente deveria ter sido usada para Beneath The Remains. O que aconteceu foi que a Roadrunner entrou em contato com Whelan e ele lhes enviou dez pinturas diferentes, entre elas uma com a caveira preta e vermelha (Nightmare in Red) que acabou sendo utilizada no nosso álbum. Monte (Monte Conner – produtor executivo) preferia a pintura da caveira à que foi usada em Cause of Death e a sugeriu pra mim. Era fantástica e eu achava mesmo que tinha um design melhor. A imagem era bastante poderosa, exótica e maneira. O animal dentro da caveira é um morcego, um lobo ou algo assim. Michael sempre acrescenta esses detalhes, é um gênio. Conheci Michael muito tempo depois, quando fiz o álbum Dark Ages, do Soulfly, e ele é um cara legal de verdade."
"A primeira coisa que fizemos depois do lançamento de Beneath The Remains foi uma turnê europeia, abrindo para o Sodom. Para nós, foi ótimo: tocamos no Marquee, em Londres, e em muitos outros lugares fantásticos. O primeiro show internacional que fizemos foi em Viena, na Áustria, e foi espetacular. Não sabíamos o que esperar. O Sodom era uma banda muito popular e os ingressos para a maioria dos shows estavam esgotados. Fiquei surpreso ao ver a quantidade de fãs do Sepultura. Não sabíamos que havia tantos até chegarmos à Europa e vermos centenas de pessoas vestindo camisas da banda. Pensávamos: “Meu Deus, está acontecendo de verdade.” Foi uma turnê perfeita."
"Conheci Lemmy quando estivemos em Londres. Fui a um bar e ele estava lá, jogando fliperama sozinho. Eu disse ao Iggor: “Olha ali, cara, é o Lemmy! Vou lá falar com ele!” E Iggor respondeu: “Não pode!” E eu disse: “Foda-se, cara, preciso cumprimentá-lo, é o Lemmy!” Assim, fui até ele e comecei: “Como vai, Lemmy?” E ele respondeu: “Numa boa!”, e continuou jogando. Eu estava meio bêbado, então continuei falando: “O meu nome é Max, sou do Brasil e tenho uma banda chamada Sepultura. Somos grandes fãs de vocês, cara! Adoramos Motörhead. Do nada, Lemmy pegou o seu copo e derramou uísque na minha cabeça. Não sei se ele queria que eu fosse embora, tipo “Dê o fora daqui”, mas ainda assim foi demais. Voltei pra mesa e disse a todo mundo que tinha acabado de ser batizado por Lemmy! Era um batismo heavy metal, e eu estava nas alturas. Não tomei banho nem lavei o cabelo por alguns dias depois desse episódio. Nunca contei isso a Lemmy quando o encontrei mais tarde."
"O único problema naquela turnê foi o empresário do Sodom, que não foi com a nossa cara desde o início. Na minha opinião, ele pensava que éramos muito bons e que o Sodom encontraria dificuldades para nos superar. Eles tinham dificuldade para despertar na plateia a mesma reação que nós e acho que aquilo o irritava. Ele cortava a nossa luz pela metade e diminuía o volume do nosso som. Chegava até mesmo a ficar parado diante de nós quando tocávamos, o que era bem estranho. Certa vez, nos disse: “Se continuarem a tocar bem, vou tirar as luzes de vocês até ficarem no escuro.” Pensamos: “Que babaca.” Percebi que esse cara era super limpo: era o sr. Limpeza, tomava três banhos por dia e vestia sempre camisas impecavelmente brancas. Estávamos todos no mesmo ônibus, então pensei em sacaneá-lo e não tomar banho por toda a turnê. Falei pros caras da banda aguentarem as pontas, porque queria perturbar o sr. Limpeza o máximo que pudesse. Depois da primeira semana, eu estava fedendo. Quando eu passava, o meu fedor era perceptível e o ar ficava impregnado. Aquilo deixou o cara puto da vida, até que um dia ele estourou: “É melhor vocês fazerem ele tomar banho ou não vai mais viajar no mesmo ônibus que a gente! Tá fedendo que nem a porra de um macaco!” Eu estava adorando. Pensava: “Vai se foder! Mexeu com a gente, aqui está o troco.” Mantive a promessa: não tomei banho até o fim da turnê. Saía do palco com as roupas suadas, ia dormir sem me trocar e as vestia de novo no dia seguinte — todo dia. Era um inferno para mim: o meu cabelo estava uma bagunça, imundo de suor, mas queria encher o saco daquele cara, então aguentei firme."
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Rock x Igreja: veja o Top 10 de artes que mostram essa impávida luta
Não é de hoje que a Igreja dissemina o seu ódio contra o estilo musical Rock, usando de todos os artifícios para tentar fazer a cabeça dos fiéis. Porém, certas vezes, o contrário acontece, seja através de uma letra instigante ou de uma imagem debochada, o Rock também mostra as suas garras contra a infame Instituição. Confira abaixo algumas artes que comprovam isso.
Em 2007, a banda Vital Remains lançou o álbum "Icons of Evil", e trouxe na arte da capa, alguém dando uma marretada no corpo de Cristo na cruz.
Em 2006, a banda Slayer lançou o álbum "Christ Illusion", e trouxe na arte da capa, uma imagem de Jesus Cristo com um tapa-olho, com as mãos cortadas, e sangrando em uma sinistra paisagem de sangue e cabeças decapitadas. Pouco depois, foi lançada uma capa para a edição especial, que mostrava uma mão sangrando, fazendo alusão ao estigma de Jesus.
Em 2001, a banda Slayer lançou o álbum "God Hates Us All", e trouxe na arte da capa uma bíblia cravejada de pregos (o guitarrista Kerry King queria os pregos em forma de um pentagrama, mas a gravadora não aceitou).
Em 2000, Marilyn Manson lançou o álbum "Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death)", e trouxe na arte da capa, ele próprio se passando por Jesus na cruz.
Em 1999, a banda Stormtroopers of Death lançou o álbum "Bigger Than the Devil", e trouxe na arte da capa uma sátira ao álbum "The Number of the Beast", lançado pela banda Iron Maiden em 1982. Ao invés de "Eddie", aparecia o mascote "Sgt. D", e o "diabo" fazendo "Cristo" de fantoche.
Em 1989, a banda Sarcófago lançou o álbum "Rotting", e trouxe na arte da capa, a morte beijando Cristo.
Em 1986, a banda Sepultura lançou o álbum "Morbid Visions", e trouxe na arte da capa, o diabo reinando sobre Cristo e os outros dois zelotes crucificados: Dimas e Gestas.
Em 1985, a banda Celtic Frost lançou o álbum "To Mega Therion", e trouxe na arte da capa, uma pintura do artista plástico Hans Rudolf Giger, intitulada Satan I.
Em 1983, Ronnie James Dio lançou o álbum "Holy Diver", e trouxe na arte da capa, o mascote Murray lançando um padre acorrentado em um mar revolto.
Nota: Vale lembrar que em novembro de 2013, a banda Iron Maiden lançou a versão 2014 do seu famoso calendário, e no mês de dezembro, homenageou a cidade do Rio de Janeiro, mostrando o mascote Eddie segurando na mão direita, a estátua do Cristo Redentor. Achei interessante mostrar esse fato como curiosidade.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Covers: blog elege o Top 5 feitos por bandas brasileiras de Rock/Metal
O blog "Ogro do Metal" elegeu cinco dos melhores covers já feitos por bandas nacionais de Rock e Metal. O seu preferido não apareceu na lista? Faça uma sugestão ou deixe um comentário sobre o que achou dos escolhidos.
1- "Careless Whisper" (George Michael) - Kiara Rocks (2012)
2- "Wuthering Heights" - Angra (1992)
3- "Blood Of The Kings" (Manowar) - Liar Symphony (2002)
4- "Rainbow In The Dark" (Dio) - Shadowside (2005)
5- "Power" (Helloween) - Age of Artemis (2011)
domingo, 21 de setembro de 2014
Korn: famosa capa é homenageada em seriado da Rede Globo?
Dupla Identidade é mais um programa da Rede Globo que aposta no Rock para dar um brilho especial em seu produto e atrair os fãs do gênero. A trilha sonora foi composta pelo guitarrista Andreas Kisser, trabalho do qual ele dividiu com os colegas da banda Sepultura, que também cantarão alguns temas originais, e outros convidados. A proposta da emissora era conseguir algo bem pesado e macabro para representar a alma do assassino na trama, e parece que deram um tiro certeiro ao escolher Kisser como encarregado dessa missão.
Vale lembrar que no início do ano, o seriado “A Teia”, trazia como tema de abertura a música “Come As You Are” do Nirvana.
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