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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Primeiro de Abril: a trilha sonora dos bobos no cenário Rock


O Dia da Mentira (entre os ingleses mais conhecido como April Fools’ Day) é uma data onde as pessoas contam leves mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão. Para não deixar passar em branco, o blog "Ogro do Metal" elegeu algumas músicas do cenário Rock que contêm a palavra "Fool" (aceitando derivações) no título. O que você achou da lista? Faltou alguma da sua preferência? Comente abaixo!


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Rocky III: Queen não cedeu canção para Sylvester Stallone


Você consegue imaginar o filme Rocky III sem a música "Eye Of The Tiger"? Se a resposta foi "não", saiba que ela só entrou depois que Sylvester Stallone não conseguiu os direitos de "Another One Bites The Dust", lançada pelo Queen em 1980 no álbum "The Game".

O filme, cuja sinopse trazia o pugilista Rocky Balboa tentando retomar o título de campeão mundial contra Clubber Lang (interpretado pelo ator Mr. T), fez "Eye Of The Tiger" ser a 23ª faixa mais executada nas rádios brasileiras em 1982, ficando atrás de canções como "Ebony And Ivory", de Paul McCartney & Stevie Wonder, "Hard To Say I'm Sorry", do Chicago, "Let's Groove", do Earth, Wind & Fire, entre outras. No ano seguinte, a faixa ganhou o Grammy Awards na categoria "Melhor Performance de Rock", porém, perdeu o de "Melhor Música do Ano" para "Always On My Mind", de Willie Nelson.

Já "Another One Bites The Dust" foi a 28ª faixa mais executada nas rádios brasileiras em 1980, ficando atrás de canções como "Another Brick In The Wall", do Pink Floyd, "Lost In Love", do Air Supply, "Crazy Little Thing Called Love", do próprio Queen, entre outras. No ano seguinte, perdeu o Grammy Awards na categoria "Melhor Performance de Rock" para "Against The Wind", de Bob Seger & The Silver Bullet Band.

Em 1985, a dobradinha Survivor-Stallone entrou novamente em cena no filme Rocky IV com "Burning Heart". Para ficar por dentro de todas as curiosidades sobre essa belíssima canção, clique no link abaixo.

A história por trás de "Burning Heart". 


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Refrãos Marcantes: "Ogro" elege o Top 10 do Rock


Sabe aquele trecho de música que fica guardado na cabeça até de quem não é amante do gênero? Pensando nisso, o blog “Ogro do Metal” elegeu 10 dos refrãos mais marcantes do Rock, levando em conta justamente o fato de ser conhecido por outras “tribos”. Confira.




sexta-feira, 20 de março de 2015

Gemidos de Prazer: confira as músicas mais eróticas do cenário Rock


Indo de carona na canção "Rocket Queen", lançada em 1987 pela banda Guns N' Roses, onde é possível ouvir os gemidos de Adriana Smith transando com Axl Rose entre 2m30s e 3m10s, o blog “Ogro do Metal” selecionou outras nove faixas (duas delas com bastante gemidos) ideais para a hora H. Participe indicando alguma da sua preferência. Confira.

1- "Rocket Queen" - Guns N' Roses


2- "Get Down, Make Love" - Queen



3- "Follow Me Down" - The Pretty Reckless



4-"Nothin' To Lose" - Rebel Meets Rebel




5-"Let Me Put My Love Into You" - AC/DC



6- "Animal (Fuck Like A Beast)" - W.A.S.P.



7- "Take It Off" - Kiss


8- "Sex On Fire" - Kings Of Leon



9- "You Can Leave Your Hat On" - Joe Cocker



10- "Pussy" - Rammstein





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Queen e Ramones: a história por trás dos logos das duas bandas


O logo do Queen foi desenhado por Freddie Mercury (ele tinha curso superior em Ilustração e Design), inspirando-se no Brasão de Armas Britânico. Acrescentou os signos zodiacais dos integrantes da banda (Câncer – Brian May; Leão – Roger Taylor e John Deacon; Virgem – Freddie Mercury), e a ave Fênix foi colocada para representar o renascimento musical do grupo, uma vez que a nova banda estava sendo formada sobre as cinzas de seus projetos anteriores (Smile – Brian May e Roger Taylor; Sour Milk Sea – Freddie Mercury).

O logo da banda Ramones foi criado pelo designer Arturo Vega, que inspirou-se no Grande Selo dos Estados Unidos (utilizado para autenticar determinados documentos emitidos pelo governo), aparecendo pela primeira vez na contra-capa do álbum "Leave Home", lançado em 1977. De acordo com o próprio artista, no livro “Ramones – An American Band”, o ramo de macieira foi colocado pelo fato de que os Ramones eram tão americanos como uma torta de maçã, e o taco de baseball veio através do fanatismo que Johnny tinha pelo esporte. A frase original "Look Out Below", mais tarde foi alterada para "Hey, ho! Let's go!".

Confira abaixo a imagem inspiradora.




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Queen: "Another One Bites The Dust" pode salvar vidas em caso de infarto?


A ressuscitação cárdio pulmonar (RCP) é uma técnica que pode salvar vidas. Trata-se de fortes compressões torácicas visando manter a circulação sanguínea, evitando assim, que órgãos importantes parem de funcionar em caso de parada cardíaca. A Associação Americana do Coração recomenda um mínimo de 100 compressões cardíacas por minuto, mas como você pode saber se está fazendo o número correto de compressões torácicas? Muito simples! Segundo a mesma associação, uma maneira muito eficaz para fazer corretamente, é seguir o ritmo da música "Another One Bites The Dust" do Queen e "Stayin' Alive" dos Bee Gees, enquanto a reanimação esteja sendo realizada. Ambas as canções oferecem uma taxa ideal de 110 batimentos por minuto, e é por isso que essas duas canções são recomendadas como plano de fundo para auxiliar estudantes de medicina na hora da realização de uma RCP. Será que você vai se lembrar disso na hora que precisar recorrer a essa técnica?





sábado, 9 de agosto de 2014

Queen: banda argentina é dona do melhor cover para The Show Must Go On?


"The Show Must Go On" faz parte do álbum “Innuendo”, lançado em 1991, e foi escrita pelo guitarrista da banda, Brian May. A música narra o grande esforço que Freedie Mercury fazia ao continuar se apresentando, mesmo com todo o sofrimento causado pela doença (AIDS), que o deixava mais fraco a cada dia. Por esse motivo, resolveram não gravar um novo videoclipe para a canção, e então, fizeram uma montagem de várias imagens retiradas dos outros clipes da banda, no período entre 1981 à 1991.

A música era composta de notas tão altas, que durante a gravação da demo, Brian May fora obrigado a cantar várias partes em falsete (é o registro vocal por meio da qual o cantor emite, de modo controlado (não natural, por isso "falso"), sons mais agudos ou mais graves que os da sua faixa de frequência acústica natural). Quem estava lá conta, que na hora da verdade, Freddie consumiu uma considerável quantidade de vodka e gravou, em apenas uma tomada de cena, a impressionante faixa vocal da canção.

Muitos fãs discutem sobre quem conseguiu realizar o melhor trabalho ao regravar tal música, sendo que as mais citadas sempre são a banda argentina Helker (a preferida da maioria), a banda alemã Metalium e a banda sueca Divinefire. Ouça as três versões nos links abaixo e deixe um comentário sobre suas conclusões.









quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Queen: polêmico cover traz Freddie Mercury saindo do próprio túmulo


Você já imaginou se o seu cantor preferido, já falecido, aparecesse como um fantasma saindo do próprio túmulo em um videoclipe de outra banda? Foi isso que esses malucos do Electric Six fizeram ao lançar um cover da música “Radio Ga Ga” em 2005 e trazer o vocalista Dick Valentine no papel de Freddie Mercury. Mas se você pensou que isso era o mais bizarro que iria se deparar no videoclipe, se enganou redondamente, pois tem cães poodle espalhados por todos os lados, e até uma interessante partida de xadrez acontece entre eles e Freddie.



A canção, originalmente lançada no álbum “The Works” em 1984, fala sobre a saudade dos tempos em que o rádio era a principal fonte de entretenimento para as pessoas antes da existência da televisão, e traz em seu videoclipe, referências ao filme de ficção científica “Metrópolis”, lançado em 1927 pelo cineasta austríaco Fritz Lang.

Vale lembrar que a cantora Stefani Joanne Angelina Germanotta, ou simplesmente Lady Gaga, tirou o seu nome artístico exatamente dessa música do Queen.

Veja no link abaixo o polêmico cover da banda Electric Six e deixe um comentário sobre o que achou de tudo isso.





sábado, 4 de janeiro de 2014

Freddie Mercury assumiu ser gay em “Bohemian Rhapsody“. Confira!


Mary Austin e Freddie Mercury
O objetivo dessa matéria é acabar de uma vez por todas com as dúvidas existentes sobre uma das músicas mais emblemáticas da banda Queen, lançada em 1975 no álbum “A Night At The Opera”. Existem muitas especulações sobre o real significado da letra de “Bohemian Rhapsody“, e Freddie Mercury sempre se recusou a explicar sua composição, dizendo apenas que se tratava de relacionamentos. Vale lembrar que em um documentário da BBC Three sobre essa canção, o baterista Roger Taylor afirmou que o verdadeiro significado da música é "bastante auto-explicativo, apenas com um pouco de nonsense no meio". Já o guitarrista Brian May, sempre disse  que a música possuia referências veladas a traumas pessoais de Mercury. Muitos apontam como uma provável inspiração, o romance de Albert Camus, “O Estrangeiro”, no qual um jovem confessa um assassinato por impulso e tem uma epifania antes de ser executado. O fato, é que se olharmos a letra sob um novo prisma, as coisas ficam muito fáceis de serem analisadas.

Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide
No escape from reality
Open your eyes
Look up to the skies and see
I'm just a poor boy
I need no sympathy

O narrador (Mercury) está vivendo um momento conturbado, misturando vida real e fantasia. Ele se apresenta como um pobre rapaz e diz que não precisa de compaixão.

Because I'm easy come, easy go
A little high, little low
Anyway the wind blows
Doesn't really matter to me, to me

As coisas com ele acontecem com uma naturalidade incrível, e mesmo tendo altos e baixos, ele não se importa com a direção que o vento soprar. Ele deixa bem claro que “apenas ele”. Mas será que alguém se importa?

Mama, just killed a man
Put a gun against his head
Pulled my trigger, now he's dead
Mama, life had just begun
But now I've gone and thrown it all away

Essa é a parte mais importante da canção. O narrador diz para a sua mãe que matou um homem colocando uma arma em sua cabeça e puxando o gatilho. Diz ainda que a vida estava apenas começado, mas agora terá que jogar tudo fora. O homem morto, nada mais é, do que o próprio Mercury. A batalha entre a realidade e a fantasia chegou ao fim e ele resolveu assumir o seu lado homosexual. Quando “Bohemian Rhapsody” foi lançada, Mercury vivia há 5 anos com Mary Austin, e segundo ela relatou em uma entrevista anos depois, a forte relação de amor terminou quando a bissexualidade de Freddie deu espaço somente à homossexualidade.

Mama, oh
Didn't mean to make you cry
If I'm not back again this time tomorrow
Carry on, carry on
As if nothing really matters

O narrador diz à sua mãe para não chorar e, que se não estiver de volta nesse mesmo horário no dia seguinte, para ela seguir em frente, como se nada realmente importasse. Aqui vemos claramente o sentimento de vergonha que Mercury sente de sua mãe com a exposição da sua opção sexual. Não deve ser mesmo fácil para uma mãe que carrega um filho no ventre por nove meses e dedica horas passando talquinho em sua pele, saber que agora essa mesma pele está sendo “usada” por outros homens peludos e suados.

Too late, my time has come
Sends shivers down my spine
Body's aching all the time
Goodbye everybody, I've got to go
Gotta leave you all behind
And face the truth
Mama, oh
I don't want to die
I sometimes wish I'd never been born at all

O narrador agora diz que é tarde demais, que a sua hora chegou e que ele sente arrepios na espinha e está com o corpo dolorido a todo momento. Dá adeus para todos, dizendo que tem que deixá-los para trás e encarar a verdade. Fala para a sua mãe que não quer morrer e que, às vezes, desejaria não ter nascido dessa forma. Nos três primeiros versos, fica claro a mistura do sentimento de culpa e desejo. Quanto a parte do “encarar a verdade” e “não querer morrer”, pode parecer complexo, mas sabendo analisar de forma lógica, tudo se esclarece. É do conhecimento de todos, que Freddie Mercury nasceu em Zanzibar, uma ilha próxima à costa leste da África, tendo sido batizado como Farrokh Bulsara. Seus pais, Jer e Bomi Bulsara, eram provenientes da região de Gujarati, na Índia, descendentes dos persas que para lá imigraram há mais de mil anos fugindo de perseguições religiosas. Eles faziam parte de um grupo étnico conhecido como Parsees, seguidores do zoroastrismo. Aqui já começamos a notar uma certa preocupação do narrador com o assunto “religião”.

I see a little silhouette of a man
Scaramouch, Scaramouch
Will you do the fandango?
Thunderbolt and lightning, very, very frightening me
Galileo, Galileo
Galileo, Galileo
Galileo, Figaro, magnífico

Aqui, chegamos na parte mais complexa de todo o enredo. O narrador vê uma pequena silhueta de um homem. Ele convida o Scaramouche (personagem palhaço e malandro da comédia italiana Dell’Art que usa uma máscara preta, e às vezes, óculos) a dançar o fandango (dança em pares conhecida na Espanha desde o período Barroco, caracterizada por movimentos vivos e agitados, com certo ar de exibicionismo, frequentemente acompanhada de sapateado ou castanholas). Diz ainda sentir muito medo de raios e relâmpagos, e repete cinco vezes a palavra Galileo (físico, matemático,astrônomo e filósofo italiano). Analisando todas essas informações, chegamos a seguinte conclusão: Chegou um pequeno homem até ele (esse “pequeno” pode se referir tanto à estatura quanto à significância). Estaria ele fantasiado de palhaço? Ou será que o narrador se referia ao fato do homem estar se escondendo atrás de uma máscara? Um manipulador?  Vale lembrar que o fandango é uma dança em que ocorrem muitas trocas de olhares. Seria uma fantasia sexual? Pode ser, visto que “raios” e “relâmpagos” estão associados à física e astronomia (Galileo). De repente uma prática sadomasoquista com algum aparelho que emitisse choques? Talvez sim, visto que termina a estrofe com as palavras “Figaro” e “magnífico”, dando uma idéia de êxtase e prazer.

But I'm just a poor boy, nobody loves me
He's just a poor boy from a poor family
Spare him his life from this monstrosity
Easy come, easy go, will you let me go?
Bismillah!
No, we will not let you go
Let him go
Bismillah!
We will not let you go, let him go
Bismillah!
We will not let you go, let me go
Will not let you go, let me go, never
Never let you go, let me go
Never let me go, oh
No, no, no, no, no, no, no
Oh mama mia, mama mia
Mama mia, let me go
Beelzebub, has a devil put aside for me
For me, for me

Nessa parte, começa uma grande confusão na mente do narrador. Ele repete que é apenas um pobre rapaz e que ninguém o ama. Uma segunda voz aparece para ratificar que ele é apenas o tal pobre rapaz de uma pobre família. Uma terceira voz vem em seguida pedindo para poupar a vida do narrador dessa monstruosidade. Aqui fica claro que Mercury estava pensando em cometer suicídio. O motivo? Ter passado por cima das convicções de sua religião nativa, que abomina a relação sexual entre duas pessoas do mesmo sexo. As duas vozes clamam por Bismillah (que significa em árabe “Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso") para ter compaixão sobre aquela pobre alma. Mas o narrador se mostra decidido a ir até o fim, e mais uma vez, pede para a sua mãe deixá-lo ir embora, pois Belzebu (o príncipe dos demônios), já teria reservado um diabinho para atormentá-lo. Vale lembrar que nesse ponto, tudo faz sentido, já que é do conhecimento de todos, que a alma de um suicida não vai para o Céu, e sim, para o Inferno.

So you think you can stone me
And spit in my eye?
So you think you can love me
And leave me to die?
Oh, baby, can't do this to me baby
Just gotta get out
Just gotta get right outta here
Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters
Nothing really matters to me
Anyway the wind blows

A parte final da canção mostra o narrador vencendo os demônios da sua mente e desistindo da idéia de tirar a própria vida. Ele se enche de coragem e chega a desafiar seu inimigo invisível:

Então você acha que pode me apedrejar
E cuspir no meu olho?
Então você acha que pode me amar
E me deixar morrer?

Ele finalmente venceu a batalha contra o seu Alter Ego. Vale lembrar que o apedrejamento é um fato comum em certas regiões do Oriente Médio e parte da África, de onde nasceram as origens da sua religião nativa. E termina dizendo que todos podem ver que ele saiu ileso dessa “briga” e que realmente nada importa para ele, o vento continua soprando, é a vida que se segue...

Sem dúvida nenhuma, uma das mais lindas e complexas canções da história do Rock, onde Freddie Mercury fez questão de mostrar todo o drama vivido dentro da sua consciência, pelo simples fato, de buscar seu prazer pessoal de uma forma que não era muito bem vista pela sociedade naquela época. Observamos também a grande preocupação dele em não fazer sua mãe sofrer com a sua escolha. Com certeza, um cara muito à frente do seu tempo, e que nos deixou essa obra-prima em forma de música. Valeu Freddie! O Rock agradece!